INFORME GERAL SOBRE A SITUAÇÃO DO BANDEJÃO

Nos últimos dias, como foi, inclusive, discutido em assembleia, os alunos vem trazendo diversas reclamações com relação a qualidade do bandejão. O CAASO então, na qualidade de representante dos estudantes, se reuniu com os fiscais da prefeitura na penúltima terça-feira e levou diversas questões colocadas pelos estudantes.

Entre elas, falamos das reclamações com relação a pouca variedade de alimentos, especialmente para veganos e vegetarianos e sobre a diminuição da qualidade que vem ocorrendo. Falamos, especialmente, sobre as saladas, que são essenciais especialmente para veganos e vegetarianos, que sempre conta com opções preparadas de maneira inadequada (como grão de bico mal cozido, lentilha fria, etc). Ressaltamos, também, a importância de ter arroz e feijão de qualidade, já que são a base da alimentação.

Discutimos também a possibilidade de criar-se cargos de “representantes discentes do bandejão”, um grupo de alunos que ficaria responsável, junto ao CAASO, por discutir com os fiscais sobre a qualidade da comida. Além disso, discutimos a possibilidade de termos a cozinha aberta (pelo menos em alguns momentos específicos) aos alunos, o que é importante para que todos tenham o direito de saber como sua comida é preparada.

Após apresentar nossas questões, fomos informados de alguns problemas pelos quais passa o restaurante. A cozinha que está no Campus 1, após uma reforma (mal) feita em 2015, ficou muito pequena para a demanda. Há poucos equipamentos e algumas salas são improvisadas, como por exemplo, o açougue. Isso exige que se encomende peças já cortadas, o que gera carnes gordurosas e duras. Uma tentativa de solucionar esse problema será preparar os alimentos no Campus 2, que tem uma cozinha de última geração, e transportá-los para o Campus 1 via caminhões adequados. Mesmo que seja uma solução temporária, não consideramos essa solução sustentável e continuaremos a exigir o aumento no espaço, mesmo com as possíveis dificuldades para isso.

Outro empecilho encontrado é o contrato com a básica que, segundo os fiscais, especifica frequências para os diferentes tipos de alimento, o que dificulta a mudança no cardápio. Em todo caso, é possível, por meio de acordos sobre o contrato, realizar mudanças, especialmente se as solicitarmos de forma unificada.

A fiscalização do bandejão, também, se prontificou a receber as sugestões de pratos vegetarianos feitas pela comissão tirada em Assembleia, que já se reuniu na última quinta-feira.

Já temos uma próxima reunião marcada para dia 23 de abril, na qual serão levadas as recomendações feitas pela comissão tirada em Assembleia, além de cobrar os encaminhamentos feitos na última reunião. Para isso, é muito importante que todas (os) alunas (os) levem ao CAASO suas demandas e observações quanto ao serviço oferecido pelo restaurante universitário durante o período entre reuniões (primeira reunião 02/04).

Nós não podemos deixar que o serviço continue precarizado uma vez que a solução proposta pela Universidade foi a terceirização e, devemos também, continuar promovendo debates dentro e fora da universidade para conscientizar todas e todos sobre as recorrentes terceirizações nos campi da USP.

A gestão Mova-se irá, em conjunto com as secretarias acadêmicas, promover debates sobre a terceirização em cada curso para – assim – nos aproximar deles e de seus estudantes, visto que representamos todas (os) alunas (os) do campus.

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